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As Bromélias

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

O nome BROMELIA foi dado para a primeira planta descrita dessa família, em homenagem a Olaus Bromel, um médico sueco. Em conseqüência, toda a família recebeu o nome de BROMELIACEAE. Popularmente são conhecidas como bromélias, caraguatás ou gravatás.

Essa família é uma das maiores das angiospermas, compreendendo quase 3000 espécies, distribuídas em 52 gêneros. O número de gêneros pode ser maior, dependendo do critério utilizado para a classificação.

Com exceção de uma espécie de Pitcairnia nativa do oeste africano, todas as outras plantas dessa família têm distribuição restrita às Américas, desde a Argentina e Chile, até o norte do estado da Virgínia, nos Estados Unidos da América. Nada menos que 40% de todas as espécies de bromélias ocorrem no Brasil.

As plantas variam desde pequenas e delicadas como a Tillandsia bryoides, com hábito semelhante ao dos musgos, até a gigantesca Puya raimondii, uma planta dos platôs da Cordilheira dos Andes, que chega a atingir 8,0m de altura.

Desenho esquemático de planta com estolões
 
 

As bromélias são geralmente plantas de folhas rosuladas, com caule quase sempre contraído e podendo ter rizomas desenvolvidos, ás vezes estolões aéreos.
As folhas de muitas espécies apresentam coloridos e desenhos muito atraentes, sendo de grande valor ornamental. Podem ter as margens lisas, serrilhadas ou fortemente espinescentes. Suas flores podem ser de várias cores e são geralmente dispostas em inflorescências que podem ser simples ou compostas e muitas vezes protegidas por brácteas vistosas.
Esquema dos 2 tipos de inflorescência
Apresentam 3 sépalas e 3 pétalas que podem ser totalmente livres ou mesmo concrescidas; 6 estames livres ou adnatos à corola e ovário que pode ser súpero ou ínfero, dotado de numerosos óvulos. O seu fruto varia desde levemente aberto pela sutura de parte das bordas até uma baga fechada.

A maior parte das espécies de bromélias é fecundada por beija-flores que são atraídos pelas brácteas vistosas das plantas e pelo néctar de presença abundante nas suas flores. Outras espécies são fecundadas por morcegos, estas exalando um odor forte noturno; e algumas outras ainda por abelhas, borboletas e besouros.

A principal característica das bromélias é a superfície de suas folhas revestida por tricomas altamente especializados. Esta estrutura é importantíssima na absorção e retenção da água e nutrientes pelas bromélias. Variam muito na sua forma, composição e distribuição pelas folhas das plantas; sendo muito mais simples nas plantas terrestres, principalmente na subfamília Pitcairnioideae; um pouco mais complexas na subfamília Bromelioideae e muito mais especializadas na subfamília Tillandsioideae, onde em muitos casos as raízes não tem grande função ou mesmo inexistem.

Desenho esquemático dos tricomas
Nas plantas terrestres onde não há a formação de tanques, a concentração de tricomas é pequena, podendo existir apenas na parte inferior das folhas. Aqui estão incluídos gêneros como Dyckia, Encholirium e Pitcairnia.
Nas espécies que formam tanque e também possuem raízes funcionais, os tricomas estão mais concentrados na bainha das folhas. Como exemplo citamos os gêneros Nidularium e Bromelia da subfamília Bromelioideae e os gêneros Vriesea e Catopsis da subfamília Tillandsioideae. Nestas plantas as raízes atuam mais na fixação da planta ao contrário das espécies completamente terrestres da subfamília Pitcairnioideae.

Na subfamília Tillandsioideae ocorre a maior especialização dos tricomas, principalmente no gênero Tillandsia, onde as raízes são em menor número ou mesmo inexistem. Esse grupo constitui as espécies ditas atmosféricas.

 

Obs.: Página em construção! Em breve a sua seqüência!